Circuito Turístico Religioso do Vale do Paraíba

O Circuito Turístico Religioso do Vale do Paraíba foi criado em 2007 com o objetivo de desenvolver e estruturar o turismo na região, estimulando o fluxo contínuo de visitantes por meio da formulação de roteiros integrados. O projeto é uma iniciativa do Sebrae-SP, com o apoio de órgãos públicos, entidades empresariais e representantes da sociedade civil.

O Circuito é composto pelas cidades de Aparecida, Cachoeira Paulista, Canas, Guaratinguetá e Lorena. Os cinco municípios abrigam importantes ícones e templos da Igreja Católica, que atraem cerca de 13 milhões de visitantes por ano, vindos de várias partes do mundo. O lançamento oficial do projeto ocorreu durante a visita do Papa Bento XVI ao Vale do Paraíba.

Durante a viagem do pontífice ao Brasil, também ocorreu a celebração que oficializou Frei Galvão como o primeiro Santo Brasileiro. A novidade, aliada à presença do Líder da Igreja Católica, reforçou a imagem do Vale do Paraíba como um importante roteiro internacional de peregrinação religiosa.

  • Municípios

As cinco cidades que integram o Circuito Turístico Religioso do Vale do Paraíba foram agrupados em razão do potencial comum de turismo religioso.

Aparecida abriga o Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, o maior templo de adoração Mariana da América Latina, que recebe cerca de 11 milhões de turistas por ano.

Guaratinguetá é a cidade natal de Frei Galvão, o primeiro santo brasileiro. No município o visitante pode conhecer a casa onde o religioso santificado pela Igreja Católica viveu parte de sua vida. O local abriga ainda um museu dedicado ao santo, que tem em seu acervo relíquias e peças que contam importantes fatos de sua história. A cidade ainda conta com o Santuário de Frei Galvão, a Gruta Nossa Senhora de Lourdes e a Fazenda Esperança.

Cachoeira Paulista é a sede da Canção Nova, comunidade religiosa ligada ao movimento da Renovação Carismática Católica, que atrai cerca de 1,1 milhão de peregrinos anualmente em seus encontros e acampamentos de oração. O local também abriga a TV Canção Nova, uma das mais populares emissoras católicas do país.

Lorena possui a única Basílica dedicada a São Benedito em todo hemisfério sul e que é agregada a Basílica de São Pedro, no Vaticano, em Roma. O peregrino que visita o templo em Lorena pode receber as mesmas indulgências, como se estivesse em Roma.

Canas, a mais nova participante do Circuito Religioso, foi integrada ao ser escolhida para abrigar a sede nacional da Renovação Carismática Católica, que conta hoje com mais de oito milhões de fiéis em todo país.

 

Estrada Real

 

Estrada Real era o nome dado aos caminhos em que a Coroa Portuguesa permitia o transporte de ouro, diamentes, circulação de pessoas e mercadorias entre a região mineradora nas Minas Gerais e à cidade do Rio de Janeiro aonde eram embarcados e descarregados os navios que tinham como destino a Europa.

Os caminhos foram utilizados por índios e pelos desbravadores paulistas, tropeiros do sul e pelos sertanejistas e boiadeires do nordeste e centro oeste brasileiro.

Considerados caminhos oficiais, essas estradas surgiram no final do século XVII e se desenvolveram no século XVIII devido a grande circulação de pessoas em busca das riquezas auríferas. No século XIX, os caminhos que se tornaram livres, serviram de caminho para o escoamento da produção da região do Vale do Paraíba, principalmente o café. Esses caminhos foram importantes para a urbanização do Vale do Paraíba e para a formação das vilas e povoados as margens do Rio Paraíba do Sul.

Segundo Professor Sodero, “os principais caminhos usados para o trasporte do ouro e de metais preciosos, considerados como Estrada Real, que cortavam a região valeparaibana durante o período colonial foram: o Caminho Velho ou Caminho do Ouro, o Caminho Novo de Garcia Paes, e o Caminho Novo da Piedade.”

O Caminho Velho da Estrada Real é o caminho que corta o trecho paulista e liga a região de Ouro Preto à Paraty. Hoje, as vias sob o nome Estrada Real compõem um amplo projeto turístico da região sudeste do país e tem a função histórico-cultural como eixo estruturante para o desenvolvimento turístico regional.

Como ato concreto deste projeto pode-se observar (treze) 13 marcos de sinalização da Estrada Real instalados em Lorena.

Fazem parte do roteiro Estrada Real um total de 192 municípios, sendo 162 do Estado de Minas Gerais, 8 do Rio de Janeiro e 22 municípios de São Paulo, incluindo Lorena.

 

Rota Franciscana de Frei Galvão

A Rota Franciscana – Frei Galvão é mais um caminho turístico que faz parte do Programa Caminha São Paulo, desenvolvido pelo Governo do Estado, por intermédio da Secretaria de Turismo. Os caminhos percorrem alguns dos principais atrativos turísticos da capital e de outros 30 municípios das Regiões Turísticas do Vale do Paraíba, Serras e do Alto Tietê – Cantareira. É composta por cinco caminhos: Rota Alegria, Rota Conhecimento, Rota Esperança, Rota Equilíbrio, Rota Sabedoria.

A Rota Conhecimento é a nossa rota, partindo de Bananal, Arapei, São José do Barreiro, Areias, Silveiras, Cachoeira Paulista, Canas, Lorena, Guaratinguetá.

A Rota Alegria, partindo de São Francisco Xavier rumo a Guaratinguetá. Esta rota é formada pelas cidades de São José dos Campos, incluindo o Distrito de São Francisco Xavier, Monteiro Lobato, Santo Antonio do Pinhal e São Bento do Sapucaí, Campos do Jordão e Guaratinguetá.

A Rota Esperança conta com: São Luiz do Paraitinga, Lagoinha, Cunha, Guaratinguetá.

A Rota Equilíbrio tem as cidades de Lavrinhas, Cruzeiro, Piquete, Guaratinguetá.

A Rota Sabedoria envolve as cidades de Guaratinguetá, Aparecida, Roseira, Pinda, Tremembé, Taubaté, Redenção da Serra, Paraibuna, Santa Branca, Guararema, Mogi das Cruzes, São Paulo.

As rotas possuem 42 pórticos eletrônicos, onde se registram os trechos percorridos com cartão magnético. Os pórticos são uma parceria entre governo estadual e municipal. Existem placas de orientação durante todo o trajeto, e um guia com informações sobre os roteiros.

Para ter o cartão magnético, basta se inscrever no site: www.caminhasaopaulo.com.br

O caminhante pode interagir no portal colocando fotos e conversar com outros caminhantes.

O principal objetivo é oferecer aos caminhantes e cicloturistas a oportunidade de visitar e desfrutar da rica oferta turística das cidades envolvidas. Além disso, é um convite aos iniciantes para conhecerem o Estado de São Paulo de um modo novo, tendo como pano de fundo o legado cultural do santo e missionário Frei Galvão, importante personagem religioso paulista notável pelo seu alto poder de cura.

Com um percurso autoguiado, a Rota Franciscana – Frei Galvão não necessita do acompanhamento de guias de turismo ou agendamento prévio com operadoras de passeios da região. Para orientar os participantes, a Secretaria de Turismo instalou placas de sinalização durante todo o trajeto e, além disso, publicou um guia que traz diversas informações sobre roteiros e sugestões de pontos turísticos na região.

A Rota Franciscana – Frei Galvão é composta por cinco caminhos. Seja qual for o seu perfil existem opções para que a caminhada seja cumprida: pode ser a pé ou de bike, individualmente ou em grupo, por etapas ou de uma só vez.