No ano de 1718, mesmo em que Lorena se desvincula da Vila de Guaratinguetá, o grande número de negros devotos existentes no povoado de Guaypacaré dá inicio a Irmandade de Nossa Senhora do Rosário.

Somente no século XIX é que foi elevada a capela em honra à santa, construída de taipa de pilão, forrada e rebocada, tendo sido benta no dia 26 de dezembro de 1813, estando localizada nas proximidades do pelourinho e ao edifício onde se localizava a câmara e a cadeia.

Em meados do século XIX, quando a construção da Matriz permaneceu parada devido a dificuldades econômicas pelas quais a cidade passou, a Igreja do Rosário tornou-se a ser a matriz provisória da cidade até que a obra da Catedral fosse concluída.

Em 1874, a capela encontrava-se em mal estado de conservação, sendo assim se fez necessária à reforma da mesma. Sob coordenação do vigário e o auxilio das benfeitorias, as obras tiveram início em 1886, sendo terminada em 1919. A nova capela, agora em estilo neoclássico, foi construída em forma de cruz grega, como podemos ver até os dias de hoje.

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Com o crescimento da cidade de Lorena, tanto em termos econômicos, quanto em termos religiosos, deu-se maior suporte para a devoção dos fiéis, e maior circulação de visitantes em busca de milagres da Nossa Senhora do Rosário.

A igreja em honra a santa permanece em Lorena como símbolo de fé católica e devoção mariana.